
A cantora Pitty só pegou em um instrumento quando precisou, aos 18 anos – sua primeira banda, o Inkoma, de hardcore, acabou e ela não tinha quem dedilhasse o violão para acompanhá-la nas composições. Isso foi na mesma época em que ela estava prestando vestibular para uma faculdade de música. Depois ela acabou entrando para o She’s, banda só de meninas – segundo ela por acaso – onde tocou bateria. O gosto musical de Pitty vai desde os punks Ramones, Sex Pistols, Ratos de Porão, Garotos Podres passando por música alternativa (Os Cabeloduro, Mukeka de Rato) chegando até o jazz. E, apesar de ter “matado seus heróis”, Pitty ainda homenageou o grunge, na música “No Escuro” – o começo foi tirado de “Polly”, do Nirvana. Antenada com tudo o que acontece, Pitty adora trocar idéias, principalmente sobre política – de preferência em bares e botecos.